Vinte e seis candidatos se inscreveram e se registraram como analfabetos para as eleições municipais de 2024. Eles são inelegíveis segundo a Constituição Federal, mas, caso tenham “capacidade mínima de escrita e leitura”, podem comprovar o mérito à Justiça Eleitoral e concorrer.
A informação é do jornalista Lauro Jardim de O Globo, de acordo com dados disponibilizados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Segundo os registros, 25 tentam vagas em Câmaras Municipais em todas as regiões e apenas um concorre a Prefeitura de Wenceslau Braz (PR.
A informação traz um fato curioso. No município de Cachoeiro de Itapemirim, sul do Espírito Santo, 05 candidatos de um mesmo partido (PMB) nessa condição se inscreveram para participar das eleições e isso representa 20% do total de candidatos analfabetos de todo o Brasil.
Cachoeiro tem uma população de 185.784 habitantes de acordo com o último censo de 2022, sendo o quinto município mais populoso do Espírito Santo sendo o mais populoso município capixaba fora da Região Metropolitana de Vitória. A cidade é nacionalmente conhecida por causa da música Meu Pequeno Cachoeiro composição de Raul Sampaio, cantada por Roberto Carlos, nascido na cidade.
Pernambuco e Minas Gerais tem 4 candidaturas que se declaram analfabetos, Bahia três, Mato Grosso e Santa Catarina dois e Acre, Goiás, Maranhão, Pará, Paraná e São Paulo são estados que contam com um inscrito nessa situação.
Sem diploma, é preciso comprovar que sabe ler e escrever Segundo o artigo 14 da Constituição Federal, que trata dos direitos políticos, analfabetos e inalistáveis são inelegíveis. Para facilitar o processo, os TREs exigem um comprovante de escolaridade. Caso o candidato não tenha, ele pode provar que sabe ler e escrever.

