Por Danielle Moraes da TMC
Anitta usou suas redes sociais para publicar uma série de reflexões sobre o fim das eleições e a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A cantora defendeu que a população cobre ações concretas de todos os governantes eleitos, incluindo o presidente, e pediu o fim das brigas familiares e sociais geradas pela disputa política.
Não é porque a gente votou no Lula que agora tudo o que ele faz a gente é do fã-clube do Lula […]. A gente é cidadão e a gente tem o direito de cobrar, de pedir, de ir para as ruas para pedir, mesmo que esse pedido seja para a pessoa que a gente votou.”
Para Anitta, independentemente do resultado das urnas, a postura correta é torcer para que os eleitos (em cargos estaduais e federais) façam um bom trabalho. A artista também defendeu que as ideias de avanço e união devem valer mais do que a lealdade a qualquer figura pública. Em suas palavras, a sociedade não deve ter “políticos de estimação”.
“Eu estou torcendo para que eu esteja redondamente enganada, para que o governador que venceu seja ótimo e que dê tudo certo e que tudo fique bem […]. Vão-se os políticos e ficam as ideias. Os políticos vão, os anos vão passar […], mas o que não morre são as ideias.”
Cobrança e divisão de poder
A cantora enfatizou que o público precisa entender como o poder público se divide. Saber o que cabe a prefeitos, governadores e ao governo federal, segundo ela, é essencial para direcionar as cobranças de forma eficaz e não desperdiçar energia no lugar errado.
“A população tem que entender a diferença do prefeito para o governador […]. É muito importante a gente saber diferenciar também certas coisas para a gente saber cobrar.”
Anitta defendeu ainda que o poder seja diversificado e que a gestão seja ocupada por pessoas sensíveis às questões sociais e às pautas femininas, sem mencionar ministérios ou nomes específicos.
“Vai vir aí a indicação de ministros que pensem nas mulheres, que pensem em diversificar esses poderes, essas pessoas aí no comando, né? Que pensem em tudo, nas pessoas que estavam na rua.”
Engajamento e respeito
Outro ponto central das publicações foi o uso do engajamento nas redes sociais. Anitta defendeu que a energia hoje usada para cobrar posicionamento de artistas seja redirecionada para exigir trabalho real dos políticos, com foco em resultados concretos, não em presença digital ou no que chamou de “lacração”.
“Agora que a votação acabou, chega de cobrar os artistas e vamos cobrar os políticos […]. Não fiquem só na internet lacrando, fazendo gracinha. Façam coisas para a gente, para o povo, independentemente de qual lado político eles são.”
Sobre o clima social, a artista pediu trégua nas brigas entre familiares e conhecidos com opiniões divergentes. Para ela, a divisão extrema entre grupos só beneficia a própria classe política. Ao mesmo tempo, deixou claro que o respeito mútuo tem um limite: não inclui a tolerância a comportamentos preconceituosos.
“A diferença, a briga entre os dois lados políticos, isso é o sonho de qualquer político […]. A gente unida é um poder absoluto. […] Quero ter o direito de amar pessoas que não votaram no Lula, mas esqueci de uma parte muito importante: desde que a pessoa não estivesse utilizando disso para se sentir livre para praticar homofobia, misoginia, racismo.”

