O município litorâneo do Espírito Santo continua em tratativas para receber um aeroporto de cargas avaliado em R$ 1 bilhão, que promete reposicionar a cidade como um dos principais hubs logísticos do Sudeste brasileiro. O projeto, previsto para a região de Setiba, inclui operações voltadas ao transporte de mercadorias, voos executivos e integração com a malha rodoviária, portuária e ferroviária da região.
Segundo a Prefeitura, há cerca de 15 meses vêm sendo conduzidas conversas com grupos nacionais e internacionais interessados, entre eles a Amazon, embora até o momento não exista contrato definitivo assinado, apenas protocolos de intenção em discussão. A localização estratégica, próxima à BR-101 e ao sistema portuário capixaba, é apontada como diferencial para transformar Guarapari-ES em polo de distribuição de cargas.
O novo complexo substituiria o atual aeródromo da cidade, que possui pista de pouco mais de 1 km e não comporta operações de grande porte. A proposta prevê retroárea logística e serviços associados ao transporte, além de voos executivos não comerciais.
Impacto econômico e geração de empregos
A estimativa inicial é de 2 mil empregos diretos e indiretos, podendo chegar a 5 mil com a operação plena e a instalação de empreendimentos acessórios. Setores como transporte, armazenagem, manutenção, hotelaria e alimentação devem ser beneficiados.
Para o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo, Paulo Baraona, o projeto reforça a estratégia de ampliar a relevância logística do Estado, que busca se consolidar como plataforma de importação, exportação e distribuição nacional.
Desafios e próximos passos
Apesar do entusiasmo, a iniciativa ainda depende de licenciamento ambiental, adequações urbanísticas e audiências públicas. O prefeito Rodrigo Borges reconheceu que a área de Setiba exige diálogo com o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, além de ajustes no Plano Diretor Municipal.
O governador em exercício, Ricardo Ferraço, destacou o potencial da localização, mas ponderou que o projeto “ainda precisa de mais planejamento” antes de avançar para a fase de implantação.
A expectativa é que, ainda em 2026, sejam formalizados os protocolos de intenção, etapa considerada fundamental para atrair investidores e consolidar a viabilidade econômica do empreendimento

