João Caetano Vargas, com edição de Angèle Murad
“Um instrumento de planejamento para o Estado, construído por meio de uma inteligência coletiva, com a participação da sociedade civil, do poder público, do setor produtivo e da academia”. É assim que o Executivo define o Plano ES 500 anos, encaminhado ao Legislativo capixaba, por meio do Projeto de Lei (PL) 111/2025.
Segundo o governo, o objetivo é construir uma visão de futuro estratégica, baseada em missões e indicadores com metas a serem cumpridas até 2035. O plano estabelece direcionamentos para todas as instituições, em todas as regiões do Estado, baseando-se em premissas como cocriação por meio de participação cidadã; pactuação social; aproveitamento do histórico cultural; governança pluri-institucional de longo prazo; comunicação ativa e transparência nas ações.
Objetivos
Dentre as missões traçadas no projeto estão a diversificação da economia; a criação de um polo de competências, com foco na capital humano; o cuidado integral nos campos da saúde, segurança e coesão social; a sustentabilidade e a resiliência climática; e a agilidade e eficiência, centrados no fortalecimento das instituições.
A governança do Plano ES 500 anos é distribuída em cinco funções essenciais: orquestração; observação; engajamento; experimentação e execução; e design institucional. Para desempenhar essas funções, o projeto estabelece também cinco instâncias: Assembleia do Plano ES 500 Anos; Conselho de Liderança; Secretaria Geral; Grupos de Coordenação de Missões; e Núcleos de Apoio.
“O Espírito Santo vem solidificando sua organização e eficiência na gestão pública. Esse cenário possibilita criar um espaço de integração entre diferentes forças sociais, incluindo o setor público, a iniciativa privada, as organizações da sociedade civil e a academia, todos engajados na reflexão sobre o desenvolvimento estadual”, explica o Executivo na justificativa da matéria.
“O Plano ES 500 Anos tem o objetivo de atualizar o Plano de Desenvolvimento 2030 e construir uma visão de futuro estratégica, desafiadora, consistente, sustentável e desejável para todo o Espírito Santo, a partir de missões e indicadores com horizonte no ano de 2035”, complementa.

