Beto Souza – CNN

A prática de esportes radicais exige atenção rigorosa às normas técnicas para evitar acidentes. Uma mulher de 21 anos morreu, na manhã do último sábado (13), enquanto praticava uma atividade de “rope jump” na Trilha da Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo.

Enquanto o bungee jump é uma atividade regulamentada pela ABNT NBR 16.714, o rope jump (ou pêndulo humano) ainda carece de protocolos oficiais e federações que determinem padrões de segurança no país.

Como funciona o Bungee Jump

  • Equipamento: Corda altamente elástica.
  • Sensação: Absorve o impacto da queda e cria o efeito de “rebote” (ir para cima e para baixo).
  • Prendimento: É comum prender o praticante diretamente pelos tornozelos, além de um cinto de segurança no corpo.
  • Queda: Predominantemente vertical.

Como funciona o Rope Jump

Física: Exige cálculos complexos de ancoragem, ângulo e comprimento da corda para evitar impactos perigosos.

Equipamento: Cordas estáticas ou semi-estáticas de alpinismo/escalada e sistema de ancoragem.

Sensação: Longa queda livre seguida por uma transição suave para um movimento de balanço lateral (pêndulo humano).

Prendimento: O praticante fica preso ao sistema de cordas por meio de uma cadeirinha (arnês) no corpo, como no rapel.

Diferenças técnicas e equipamentos

No bungee jump, utiliza-se uma corda elástica específica, feita de látex, com sistemas redundantes que evitam o impacto com o solo mesmo em caso de rompimento do cabo principal.

Já o rope jump costuma utilizar cordas de alpinismo comuns, que não são homologadas para o esforço de tração gerado nesse tipo de salto.

O que verificar antes do salto

Para garantir a segurança, o praticante deve confirmar se a empresa possui:

  • Registro no Cadastur e CNPJ ativo.
  • Implementação do Sistema de Gestão de Segurança (ABNT 21.101).
  • Seguro para acidentes pessoais e equipe técnica qualificada.

A autorização prévia dos órgãos competentes para o local da atividade é obrigatória. Negligenciar a manutenção de equipamentos ou operar sem certificação pode resultar em sanções judiciais graves, incluindo acusações de homicídio.

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