No Espírito Santo, religião e turismo caminham lado a lado. Mosteiros, igrejas e monumentos se transformaram em pontos de encontro que atraem tanto fiéis quanto curiosos, movimentando a economia e dando ainda mais destaque ao Estado no cenário nacional.
O Brasil já fatura cerca de R$ 15 bilhões por ano com turismo religioso, e o Espírito Santo tem participação importante nesse bolo. De norte a sul, há festas, romarias e celebrações que misturam fé, cultura e tradição.
Entre os destaques está o Convento da Penha, em Vila Velha, que recebe milhões de pessoas todos os anos, especialmente durante a Festa da Penha. Do alto do penhasco, a vista é de tirar o fôlego: Vitória, Vila Velha e o litoral capixaba se revelam em um só cenário.
Outro ponto marcante é o Píer de Iemanjá, no fim da Praia de Camburi, em Vitória. A estátua da rainha do mar é palco de celebrações, especialmente em fevereiro, quando flores e pedidos são entregues à orixá.
Já em Ibiraçu, o Grande Buda impressiona com seus 35 metros de altura — a maior imagem de Buda do Ocidente. Pertinho dali, o Mosteiro Zen Morro da Vargem oferece experiências únicas de espiritualidade e contato com a natureza.
No município da Serra, a Igreja dos Reis Magos guarda história desde o século 16 e hoje é patrimônio nacional. Além da arquitetura colonial, o espaço abriga café, loja e exposições de artistas capixabas.
E para fechar o roteiro, o Farol de Santa Luzia, em Vila Velha, é parada obrigatória para quem gosta de vistas panorâmicas. De lá, dá para contemplar a Praia da Costa, a Ilha do Boi e o próprio Convento da Penha, especialmente no pôr do sol.
Mais do que fé, o turismo religioso capixaba é uma oportunidade de conhecer tradições, valorizar a cultura e ainda movimentar a economia local.

