A proposta de emenda constitucional que visa o fim da escala de trabalho 6×1 (redução da jornada semanal de 44 horas para 36 horas), atualmente em discussão na Câmara dos Deputados, acende alerta entre representantes do mercado imobiliário. Entidades como o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), manifestaram preocupação com os impactos da medida, projetando um aumento nos custos operacionais, que pode ser repassado ao consumidor final. (Valor Econômico)

O setor de incorporação, que já enfrenta um cenário desafiador marcado pela inflação de insumos e pela escassez de mão de obra qualificada, vê a mudança na jornada de trabalho como um novo fator de pressão. Conforme apontam os representantes, a alteração na escala exigiria a contratação de mais pessoal ou o pagamento de mais horas extras para manter o cronograma das obras, elevando diretamente o custo do metro quadrado construído.

Para as entidades, a principal implicação prática dessa mudança, caso aprovada, será o encarecimento dos imóveis novos. Em um mercado onde o equilíbrio entre custo e preço de venda é fundamental para a viabilidade dos empreendimentos, qualquer aumento significativo nos gastos com pessoal tende a ser incorporado ao VGV. Estima-se que o aumento pode chegar a 11%.

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