O início de 2026 aponta para um cenário de continuidade do crescimento para a construção civil brasileira.
Segundo as projeções do SindusCon-SP em conjunto com a FGV/Ibre, o PIB da construção deve crescer cerca de 2,7% em 2026, depois de um ano de leve desaceleração em 2025, quando o crescimento ficou em 1,8%.
Alguns fatores externos e internos podem influenciar tal crescimento:
- Queda gradual da taxa básica de juros: esperada a partir de março de 2026, pode reduzir custos de financiamento e incentivar novos investimentos;
- Nova faixa de isenção do Imposto de Renda: deve a reduzir a pressão sobre renda disponível e aumentar o apetite por consumo, incluindo a aquisição de imóveis novos;
- Aumento de investimentos públicos em obras e habitação: especialmente impulsionados pelo calendário eleitoral, o que pode dinamizar tanto infraestrutura quanto empreendimentos residenciais para o segmento de baixa renda.
Ao mesmo tempo, permanecem desafios estruturais: juros ainda elevados em proporção histórica, restrições fiscais e incertezas macroeconômicas.
Pontos Positivos
- Ampliação do crédito imobiliário: o novo modelo de financiamento habitacional, em implementação, deve facilitar o acesso de novos compradores;
- Novo ciclo no Programa Minha Casa, Minha Vida: deve gerar demanda adicional por empreendimentos habitacionais;
Desafios a serem monitorados
- Crédito habitacional para classes média e alta permanece retraído: menor atividade de financiamento tradicional com recursos da poupança;
- Escassez de mão de obra qualificada: um dos maiores gargalos para as construtoras nos últimos tempos, entrave permanece em 2026.
- Custos de insumos e pressão sobre o custo de pessoal: devem continuar influenciando o desempenho das empresas, principalmente as de menor porte.
Para 2026, com juros mais amenos e maior oferta de crédito, espera-se que a demanda por imóveis residenciais se fortaleça, contribuindo diretamente para novos lançamentos e retomada de ritmo de vendas, tanto no segmento econômico quanto em outros perfis de imóveis.
O setor imobiliário mostrou resiliência mesmo diante de condições adversas em 2025, com destaque para as vendas e lançamentos impulsionados por programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida, que foi determinante para manter a atividade no segmento.
Conclusão
O ano de 2026 deve ser marcado por um crescimento sustentável da construção civil, com tendências positivas para o mercado imobiliário e para a atuação das construtoras em todo o Brasil.
Embora desafios como crédito e mão de obra persistam, as perspectivas econômicas indicam uma janela de oportunidades, especialmente para empresas que estiverem preparadas para inovação, eficiência e competitividade.
Visão do Núcleo Parede de Concreto frente ao cenário
- O sistema parede de concreto se apresenta como uma ótima opção para o momento;
- A engenharia precisar ser pilar de sustentação para o fortalecimento da eficiência dos negócios;
- É muito importante a participação da cadeia de fornecedores na pré-engenharia dos empreendimentos;
- A valorização dos profissionais para retenção dos postos de trabalho e redução da rotatividade é fundamental;
- É muito importante investir na capacitação constante das equipes na operação para garantir as entregas planejadas.
Fonte: SindusCon-SP e Núcleo Parede de Concreto
Matéria publicada em Núcleo Parede de Concreto

