Juliana Américo

China divulgou o seu Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre. A atividade econômica cresceu 4,6%, quando comparada com o mesmo período do ano passado, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS).

O resultado ficou abaixo dos três meses anteriores, quando foi registrada uma expansão de 4,7%, mas veio acima das projeções de 4,5%. Além disso, de janeiro a setembro, PIB da China cresceu 4,8%, abaixo da expectativa de 4,9%.

Embora os números mostrem uma leve melhora, o mercado está preocupado de que isso fará com que o governo chinês diminua os planos de estímulos à economia, que estão sendo divulgados.

Vale lembrar que as medidas não estão agradando os investidores. Ontem, por exemplo, as expectativas de estímulo fiscal na China foram frustradas depois que o Ministério das Finanças não expandiu as medidas para além do apoio de crédito já existente às incorporadoras imobiliárias — derrubando o minério de ferro para o seu menor nível em mais de duas semanas.

As bolsas internacionais operam majoritariamente em alta, enquanto os futuros de Wall Street avançam.

O que esperar do Ibovespa

Por aqui, o dia é de agenda esvaziada e com o fiscal sendo a principal preocupação dos investidores. O mercado ainda repercute os projetos de revisão dos gastos e o socorro de R$ 4 bilhões às companhias aéreas — abaixo dos R$ 6 bilhões anunciados anteriormente.

No último pregão, o Ibovespa (IBOV) interrompeu a sequência de três altas consecutivas e cedeu à pressão do tombo do minério de ferro na China, a despeito do avanço de Wall Street. O cenário fiscal seguiu no radar.

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