Racismo

Uefa suspendeu, de forma provisória, o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, após ele ter sido denunciado pelo atacante brasileiro Vini Jr. por prática de racismo. A decisão é desta segunda-feira, 23. Na denúncia, Vini Jr. afirma ter sido chamado de “mono” (“macaco”, em espanhol) pelo oponente em uma partida entre Benfica e Real Madrid.

A entidade explicou ter tomado a decisão após nomear um inspetor de ética e disciplina para investigar as alegações de comportamento discriminatório durante o jogo de play-off da Liga dos Campeões, ocorrido em 17 de fevereiro. A partir de um relatório preliminar feito pelo inspetor, o Órgão de Controle, Ética e Disciplina da Uefa decidiu por suspender provisoriamente Prestiani.

Machismo

Aqui no Brasil, o Red Bull Bragantino anunciou na segunda-feira (23) que aplicou uma multa e afastou o zagueiro Gustavo Marques, que, no último sábado (21), proferiu declarações machistas contra a árbitra Daiane Muniz depois da derrota por 2 a 1 para o São Paulo, pelo Campeonato Paulista.

De acordo com o time do interior paulista, o defensor será multado em 50% de seu salário, com o dinheiro sendo doado a uma ONG (Organização Não-Governamental) que cuida de mulheres em situação de vulnerabilidade.

Gustavo também foi afastado do elenco de Vagner Mancini e não será relacionado para o duelo contra o Athletico-PR, nesta quarta-feira (25), pelo Campeonato Brasileiro.

Punições

Segundo pesquisas, punições para atos machistas e racistas são consideradas fundamentais para melhorar o comportamento social e reduzir a impunidade, atuando tanto na proteção da vítima quanto na desnaturalização dessas práticas.

Aqui estão as principais formas como as punições ajudam a melhorar:

  • Efeito Pedagógico e Preventivo: A aplicação de penas (que podem ser de 2 a 5 anos de reclusão e multa) serve para conscientizar a população de que essas condutas são crimes graves, inafiançáveis e imprescritíveis, desestimulando novos atos.
  • Transformação Cultural: Embora o machismo e o racismo sejam estruturais, a punição formal ajuda a romper a naturalização de ofensas e discriminações, valorizando a pluralidade e a empatia.
  • Proteção das Vítimas e Combate à Impunidade: A denúncia e a consequente punição são essenciais para evitar que agressores continuem a violar direitos, especialmente em casos de violência contra mulheres negras, que sofrem com a interseção dessas duas opressões.
  • Punições Esportivas e Institucionais: Em ambientes como campos de futebol, medidas como o protocolo de três passos da FIFA para interromper partidas racistas demonstram tolerância zero.

Limitações e Necessidade de Medidas Complementares
Apesar da importância da punição, especialistas apontam que ela não é suficiente sozinha. O combate efetivo requer:

  • Educação e Conscientização: A informação é ferramenta chave para que pessoas não-negras se tornem aliadas antirracistas.
  • Mudança Estrutural: É preciso combater o racismo e o machismo estruturais, que se manifestam no trabalho, na educação e na segurança.
  • Aplicação Efetiva da Lei: Há desafios na aplicação rigorosa da legislação, o que exige que o sistema de justiça seja antirracista e anti-machista. Portal da Assembleia Legislativa de Minas Gerais +4

Em suma, a punição é um instrumento necessário de proteção e mudança, mas deve vir acompanhada de um esforço social coletivo de reeducação e combate estrutural.

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