Manoela Carlucci, da CNN

Divulgado na sexta-feira, 5, o anúncio de que Flávio (PL-RJ) será o candidato da família Bolsonaro na disputa presidencial de 2026 reorganiza o campo da direita e remonta a dilemas estruturais do bolsonarismo.

Um dia depois de anunciar que será o sucessor político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que dará início às “negociações” em torno do projeto político da direita já neste sábado (6).

De acordo com ele, o primeiro passo que dará é pedir que todas as lideranças políticas que “se dizem anti-Lula” aprovem a anistia ainda neste ano.

Espero não estar sendo radical por querer anistia para inocentes. Temos só duas semanas, vamos unir a direita”, concluiu Flávio em sua publicação.

Flávio Bolsonaro é frequentemente classificado por aliados como o membro da família com maior habilidade de articulação institucional e menor propensão a embates públicos diretos. A trajetória no Senado reforça essa percepção, já que o ambiente reduzido da Casa costuma permitir negociações com menor exposição e menos volatilidade do que a Câmara dos Deputados.

O PL, de Bolsonaro, vem tentando destravar a pauta da anistia desde o ano passado. Em setembro, a Câmara dos Deputados aprovou a urgência do texto, mas desde então a proposta está travada na Casa Legislativa.

Nomes do partido contavam que o presidente da Câmara, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), pautasse a matéria e também que, com a prisão de Bolsonaro, o mérito do texto fosse prontamente levado ao plenário, o que, até o momento não ocorreu.

Em uma reunião após a prisão do ex-presidente, em novembro, parlamentares da bancada do PL discutiram estratégias de ação frente à detenção de Bolsonaro. O plano definido é justamente uma intensiva para pressionar para que a proposta seja votada.

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